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Francisco Gomes // Edição de 01-10-2005

Peniche
Multinacional americana pretende vender fábrica de conservas

A fábrica de conservas da IDAL em Peniche vai ser vendida pelo grupo norte-americano Heinz, que anunciou na semana passada estar a proceder a uma revisão estratégica dos negócios dos congelados e do peixe na Europa, que inclui o desinvestimento na indústria portuguesa. É prioridade da Heinz encontrar compradores para a fábrica de Peniche que mantenham a produção e os 350 postos de trabalho, bem como o investimento neste negócio a longo prazo.

Num encontro realizado na semana passada com analistas do sector, em Pittsburgh, Inglaterra, foi discutida a venda dos negócios dos congelados e do peixe da Heinz na Europa, a concretizar “nos próximos seis a doze meses”. A empresa pretende concentrar-se no “crescimento de três produtos chave em que a Heinz é líder do mercado, como os molhos e condimentos alimentares, refeições embaladas e aperitivos, e nutrição infantil”, apostando no desinvestimento nos outros sectores em que opera.

Joe Jimenez, presidente do grupo europeu da Heinz, manifestou que “esta estratégia resultará numa melhoria na performance da empresa, à semelhança do grande sucesso atingindo com um plano similar instituído em 2003 na América do Norte”.

O responsável do grupo realçou que “os negócios têm sido bem conduzidos e trarão grandes benefícios aos futuros compradores”, tendo contratado os serviços dos bancos UBS e J. P. Morgan & Co para desenvolver o processo de venda das unidades de congelados e conservas de peixe na Inglaterra, Irlanda, França, Seychelles, Gana, França e Portugal, onde estão empregados 7100 operários. No ano passado, o volume de negócios destas indústrias movimentou 1,1 mil milhões de dólares.

Implicada no processo de reorganização estratégica, está, pois, a indústria conserveira de Peniche, pertencente à IDAL (Indústria de Alimentação, Lda), detentora da marca de conservas Marie Elisabeth. A empresa já fez circular, entre os trabalhadores, um comunicado para dar a conhecer as intenções do grupo.

Alguns operários da fábrica de Peniche revelaram estar na “expectativa”, não escondendo o receio de poderem vir a ser despedidos, apesar de “nada ter sido dito acerca desse respeito”.

A operação de venda da fábrica está também a preocupar a comunidade piscatória, uma vez que se trata de “uma indústria com importância relevante no concelho, pelo número de empregos directos e indirectos que gera”, manifestou Henrique Bertino, do sindicato dos pescadores.



Francisco Gomes

Indústria centenária

Em Peniche existem três conserveiras, sendo a da IDAL a que tem maior dimensão, representando a marca centenária “Marie Elisabeth”.

Em 1880, Judice Fialho instalou a sua primeira fábrica de conservas em Portugal. No virar do século, iniciou a exportação de sardinhas com a marca "Marie Elisabeht" para Inglaterra.

Em 1988 foi adquirida pela H.J. Heinz. A produção de sardinha foi complementada com a de atum em 1990. Deu-se a fusão com a IDAL em 1993. Em 1994 iniciou-se a produção de filetes de sardinha e desenvolveram-se novos mercados de exportação de atum e sardinha.

Neste momento, a "IDAL Fish Division" é a maior exportadora de conservas de peixe em Portugal, centrada nos seguintes produtos: Sardinhas inteiras, filetes, sem pele e sem espinha e em diversos molhos, atum skipjack, yellow fin e albacore em diversos molhos e salmão ao natural.




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