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O autor da proposta de se construir um novo hospital que sirva a região norte do Oeste, José Marques Serralheiro, voltou à Assembleia Municipal das Caldas da Rainha para se congratular por a possibilidade deste equipamento poder vir a ser construído neste concelho. “Apesar de ser autarca em Alcobaça, estou aqui como oestino”, referiu.
O antigo administrador hospitalar salienta que agora é necessário disponibilizar um terreno com 15 hectares que seja próximo de um nó de acesso da A8. José Marques considerava a melhor alternativa a actual localização do quartel das Caldas.
António Barros comentou em resposta que as indicações que têm recebido não apontam para a construção de um novo hospital. Como José Marques falou como se já estivesse garantida aquela obra, o deputado da CDU pediu ao munícipe que relatasse o que sabia para poder falar daquela forma.
Manuel Nobre, que para além de deputado do PS é director clínico do Centro Hospitalar, voltou a elogiar o empenho de José Marques nesta causa, mas salientou que não é actualmente um apoiante desta ideia. O responsável referiu que a única certeza que existe neste momento é que foi criado um grupo de estudo sobre a Saúde no Oeste, liderada por Daniel Bessa, que já está no terreno. Segundo o que já terá sido avançado, só numa perspectiva a longo prazo é que se poderá pensar em novas unidades hospitalares na região Oeste.
Para Manuel Isaac, José Marques apenas falou naquilo que gostava que acontecesse. Na sua opinião, seria bom para o Oeste que este sonho se concretizasse.
Rui Gomes também elogiou a perseverança do ex-administrador hospitalar e aproveitou para lamentar a falta de grandes investimentos previstos para a saúde no concelho.
A vereadora Maria da Conceição revelou que a Câmara também nada sabe sobre esta questão. A maior preocupação é que não haja hospital novo, nem segunda fase de ampliação do Centro Hospitalar. A Câmara também vê com bons olhos a construção de uma nova unidade e, segundo a vereadora, “nunca foi por falta de terrenos que os investimentos se deixaram de fazer nas Caldas”.
O munícipe Francisco Fernando foi à Assembleia criticar a contratação de médicos através de empresas especializadas, nomeadamente de mão-de-obra estrangeira. “Há muitos médicos estrangeiros indiferenciados, que não têm uma especialidade médica”, disse.
Francisco Fernando teme que em algumas das unidades de saúde das Caldas os utentes possam estar a ser tratados por médicos desses, que possam até não estarem inscritos na Ordem dos Médicos. Por isso quer que os autarcas caldenses se informem sobre eventuais situações destas, até porque a ele essa informação terá sido negada.
A vereadora Maria da Conceição lembrou a falta de médicos no país e disse que iriam ficar atentos a esta questão.
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