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Na sequência do debate realizado no programa “Prós e Contras”, emitido no há duas seamanas pela RTP1, sobre o encerramento das urgências, o munícipe Fernando Rocha voltou à Assembleia Municipal para chamar a atenção para o facto do ministro da Saúde ter colocado a hipótese do Hospital das Caldas deixar de ter o serviço de Ortopedia para passar para Peniche. O munícipe quer que a Câmara interfira nesta questão, que considera ser tão importante como a saída do curso de Animação Cultural das Caldas.
Apesar de achar que as Caldas tem que ser solidária com Peniche e que não faz sentido que as urgências acabem naquele hospital, Duarte Nuno não aceita que em troca o hospital caldense perca valências. “Este hospital serve uma população muito maior”, disse, acusando o ministro da Saúde de ter uma posição irresponsável “que lança vizinhos contra vizinhos”.
Manuel Nobre (PS), que é director clínico do Hospital das Caldas, lembrou que o serviço de Ortopedia caldense fez durante muitos anos cirurgia programada no Hospital de Peniche. Segundo o médico, há muito tempo que se fala na possibilidade de se criar um hospital ortopédico em Peniche. “O que foi dito pelo senhor ministro resulta de hipóteses que têm sido equacionadas e conversas”, referiu.
O deputado adiantou que também se fala na hipótese do hospital de Peniche ficar agregado ao das Caldas. O director clínico entende que tem de haver uma solução a curto prazo para os problemas do hospital caldense e isso pode acontecer com essa união. “O Hospital de Peniche tem 50 camas e o Hospital das Caldas tem falta de camas e de instalações”, disse.
Como dificilmente será construído um novo hospital e a segunda fase de ampliação nunca mais avança, Manuel Nobre acha normal que haja uma conjugação de esforços entre as duas unidades. Até porque acha que a dimensão do Hospital de Peniche “foi uma aberração”, tendo em conta que foi criado tão perto das Caldas.
Manuel Nobre anunciou que provavelmente, a curto prazo, toda a estrutura de saúde da região Oeste irá passar da ARS do Centro para a de Lisboa e Vale do Tejo.
Fernando Costa acha preocupantes estas questões, tendo referido que a Câmara das Caldas está solidária com a sua congénere de Peniche. Mas também não aceita que o serviço de Ortopedia feche nas Caldas como compensação a Peniche.
O presidente da Câmara aproveitou para se congratular com o facto do Hospital Termal não fazer parte da concessão termal que irá fazer parte do concurso público para o relançamento deste sector nas Caldas. “Finalmente, ao fim de quase 10 anos, tomou-se uma opção”, disse. A Câmara disponibilizou-se a ajudar o Centro Hospitalar na elaboração do caderno de encargos para que este seja o mais rapidamente feito. “Seis meses acho muito tempo”, comentou.
2 comentário(s) a esta notícia. [mostrar/esconder comentários] Por maria duarte [ip217.129.93.68] em 15-03-2007 19:01Aberração é colocar-se esta hipótese ao Povo de Peniche. Por maria [ip217.129.94.134] em 14-03-2007 13:18Aberração é o que querem fazer ao encerrar as urgências em Peniche. Quando começarem a chover os doentes nas urgências das Caldas quero ver qual vai ser a posição assumida. O facto de poder haver uma associação complementar entre os 2 hospitais não deveria levar ao encerramento das urgências na cidade de Peniche. |
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