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Francisco Gomes // Edição de 16-05-2007

Novo serviço nas Caldas
Tomar o autocarro na cidade

Citando a frase de “um anónimo de séc. XXI”, João Aboim, vereador do Pelouro do Planeamento e Urbanismo, exorta os munícipes a usarem o novo transporte urbano disponível na cidade das Caldas da Rainha: “Um autocarro é o carro de todos, um tempo de descanso onde nos encontramos na viagem, trocando cumplicidades, dele olhamos a cidade e os fugazes rostos daqueles que passam”.

O convite para “tomar o autocarro” envolve o pagamento de 50 cêntimos para uma viagem simples, ou utilizando um cartão electrónico pré-carregado com um número determinado de viagens, o que fica ainda mais barato, podendo chegar a 15 cêntimos por viagem, e “não precisa de andar com moedas no bolso nem atrasar o autocarro com a devolução de trocos”, refere o autarca.

O cartão, recarregável, transmissível e sem validade pré-determinada aparece em dois formatos - o Dia-a-Dia, para quem quer fazer muitas viagens num único dia, e o Viagem-a-Viagem, para quem viaja de vez em quando ou para quem não faz mais do que duas viagens por dia.

Ao comprar um cartão por 5 euros, o utente fica na posse de um cartão que já contém 12 viagens ou 6 dias de uso, conforme o tipo de cartão.

O cartão é comprado na Estação Rodoviária e carrega-se com novas viagens ou dias de viagem junto do motorista. As viagens pré-compradas não se perdem, pois ao adquirir o cartão fornece-se o nome e qualquer número de identificação válido, que fará parte de uma base de dados confidencial, na qual constará o número de viagens já pagas e ainda por realizar.

Este cartão serve para ser apresentado no terminal informático do autocarro, o qual regista e descarrega a viagem, podendo no acto o utente ser informado de quantas viagens (ou dias) ainda possui.

Caso já tenha o cartão descarregado ou, à cautela, o queira recarregar antecipadamente, pode adquirir o número de carregamentos (ver tabela) que desejar.

O número de carregamentos corresponde a um preço certo para evitar ao máximo a necessidade de trocos, e está estudado para premiar a compra antecipada e em quantidade

Na eventual perda ou destruição do cartão, o utente paga apenas o valor de um novo cartão, cerca de 1,5 euros, retomando o valor de viagens disponível no cartão inutilizado.

Pode tomá-lo por empréstimo, ao pai, ao filho ou ao avô, ninguém lhe vai perguntar se o cartão é seu, e pode até devolvê-lo recarregado com a oferta de mais umas viagens. É como pedir o carro emprestado e devolvê-lo com o depósito cheio”, indica João Aboim.

O autocarro funciona desde as 7h40 até às 20h30 e aos sábados até às 13h30. Para já, aos sábados à tarde, domingos e feriados ainda não é implementado, mas é uma hipótese em aberto, dependendo da afluência.



24 paragens



A forte influência na cultura local das figuras criadas por Rafael Bordalo Pinheiro, mais concretamente o Zé Povinho, serviram de inspiração para baptizar a linha de autocarros de iniciativa municipal que entrou em circulação na passada terça-feira nas Caldas da Rainha.

O TOMA (designação do gesto eternizado por Zé Povinho) é um projecto piloto de transporte urbano que “visa melhorar a mobilidade e diminuir o número de automóveis que todos os dias circulam e congestionam o trânsito no centro da cidade”, argumenta a autarquia.

Foram criados dois percursos com 24 paragens no total, servidos por dois autocarros de 29 lugares. O percurso da linha laranja é coincidente com o da linha verde em várias paragens. Começando no terminal rodoviário, passa pelo Centro Cultural, Chafariz das 5 Bicas, Hospital, Universidade Católica, Encosta do Sol, Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, Montepio e segue pela Rua Heróis da Grande Guerra até ao Largo da Rainha. Aqui a linha laranja segue para a Biblioteca, Cencal, Colégio Rainha D. Leonor, Piscinas Municipais, Bairro dos Arneiros, Escola Secundária Raul Proença, Expoeste, Centro de Saúde, Estação da CP, Câmara Municipal e de terminal rodoviário. A linha verde, no Largo da Rainha, segue para a ESAD, EBI de Santo Onofre, Bairro das Morenas, ETEO, Pimpões, Bairro da Ponte, Fonte Luminosa, Centro de Saúde, Estação da CP, Câmara e terminal rodoviário.

Estima-se que no centro da cidade o tempo de espera entre autocarros seja cerca de 15 minutos.

Trata-se de um investimento na ordem dos 200 mil euros.



Francisco Gomes

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