 Paulo Inácio é o primeiro signatário de uma missiva que deverá recolher um mínimo de 4.000 assinaturas |
O presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio, apresentou na passada segunda-feira, 28 de Janeiro, uma petição que será entregue na Assembleia da República contra a passagem do TGV a Oeste da Serra dos Candeeiros .
Acompanhado pelos autarcas de algumas das freguesias mais afectadas pelo traçado de alta velocidade, considerado viável pela Agência Portuguesa do Ambiente no início do mês de Janeiro, Paulo Inácio cumpriu uma promessa feita em plena sessão da Assembleia Municipal, quando garantiu que tudo faria para que fossem por diante os estudos quanto à viabilidade da passagem do TGV a Este da serra, à semelhança do que acontece com a Auto-Estrada 1, cujo cancelamento ainda não foi, na sua opinião, cabalmente explicado pela empresa responsável pelo projecto .
Em defesa dos interesses das populações, que vivem já bastante perto do Gasoduto e da linha de alta tensão, a petição garante que o TGV “determina definitivamente uma barreira intransponível que aniquila o ambiente, divide fisicamente as populações, famílias e o livre acesso às propriedades”. “Nenhum interesse nacional legitima tamanha e cumulativa injustiça que destrói a ‘alma’ das freguesias afectadas” pode ler-se ainda no texto de que é primeiro signatário o líder do plenário alcobacense.
Reforçando os impactos negativos da alta velocidade que têm sido tão contestados nos últimos meses por autarcas e munícipes daquele concelho, a pmissiva aponta ainda que o estudo da viabilidade da ligação Lisboa-Porto em alta velocidade pelo lado Este da Serra dos Candeeiros é uma necessidade que se entende reforçada com a mudança da localização do novo Aeroporto Internacional de Lisboa para Alcochete. Do documento consta também um pedido para que a Assembleia da República não esqueça a modernização da Linha do Oeste, “uma necessidade ferroviária premente”.
Embora ausente da apresentação da petição, que decorreu no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Benedita, Gonçalves Sapinho, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, manifestou a sua solidariedade para com as populações mais afectadas, sobretudo por entender que este projecto não se justifica. O edil será o último signatário do documento, ratificando o empenhamento de todos.
A petição vai agora circular pelo concelho de Alcobaça, nomeadamente pelas juntas de freguesia e colectividades, devendo ainda ser colocada online, para obter o mínimo necessário de quatro mil assinaturas. Este é, no entanto, um número que Paulo Inácio acredita ser alcançado com facilidade. Só no próprio dia da apresentação foram já recolhidas algumas dezenas de assinaturas de populares, mobilizados pelo Movimento Anti-TGV no Concelho de Alcobaça por mensagens de telemóvel.
Joana Fialho
2 comentário(s) a esta notícia. [mostrar/esconder comentários] Por Caldense [ip89.26.164.248] em 09-02-2008 18:25«Não faz sentido um TGV para parar três vezes entre Lisboa e Porto quando o que é preciso é investir na modernização da linha do Oeste e do Norte», desabafou Narciso Mota.
Aqui está mais uma declaração de muito bom senso e bem conhecedora da realidade. Talvez a proximidade de Coimbra seja a razão para que presidente da câmara municipal de Pombal tenha outra visão e não seja e nem faça aquela já habitual idiota argumentação pronvinciana e mesquinha vinda de uma certa cidade ainda capital do ainda distrito de Leiria.
Por Rui [ip89.26.164.248] em 04-02-2008 18:13Traçado do TGV entre Alcobaça e Pombal
Governo demite técnicos que recusaram alterar parecer
Os técnicos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro foram demitidos pelo Governo por terem recusado alterar o seu parecer sobre o traçado do TGV entre Alcobaça e Pombal, noticiou a SIC.
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/231066
Expresso |
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