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Francisco Gomes // Edição de 24-02-2008

Óbidos
Câmara vai criar fábrica de chocolate


Telmo Faria, presidente da Câmara

Numa entrevista ao Oeste Online, o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Telmo Faria, revela que pretende desenvolver um projecto empresarial à volta do chocolate, com a criação de um museu e de uma fábrica.



Oeste Online – Quais são os planos para aproveitar o sucesso já alcançado com este Festival?

Telmo Faria – Queremos fazer um projecto empresarial à volta do chocolate. A Câmara tem vindo a trabalhar num projecto que aprofunde a relação com o chocolate, desenvolvendo um produto que tenha a marca "Óbidos". Pensámos em fazer duas unidades, a serem geridas numa parceria entre as duas empresas municipais. Uma mais museográfica, que ficará dentro da vila e se vai chamar "Fábrica do Chocolate-Museu". É uma pequena fábrica de chocolate, com loja, áreas expositivas e ateliers para crianças. A segunda ficará instalada em antigos armazéns de vinho, comprados por 440 mil euros pela Câmara, fora da vila, na localidade de A-da-Gorda, que vão ser recuperados para se fazer uma fábrica maior e terão habitações para pasteleiros criativos poderem morar. Estes projectos são fomentadores de emprego e quem sabe não apareçam empresas privadas que se queiram associar e investir. A nossa intenção é abrir portas.



OO – Quais é que são os “timings” de intervenção?

TF – A unidade em Óbidos tem os estudos prévios feitos e até meados deste ano estaremos a lançar concurso público e em 2009 abrirá a "Fábrica do Chocolate-Museu". A outra fábrica surgirá meio ano mais tarde e prevê-se que no Festival de 2010 esteja todo o circuito montado. A ideia é valorizar a vertente artesanal, com concursos e prémios para distinguir a criatividade e inovação. Começámos por introduzir um festival que rapidamente foi um sucesso entre os portugueses e agora queremos ser o exemplo de como é possível a partir de um evento evoluir para o sector produtivo. Por causa do Festival, temos já em preparação na Escola de Hotelaria de Óbidos um curso de pastelaria avançada, único no país.



OO – São projectos que se encaixam na filosofia de promoção de Óbidos?

TF – São e temos outros de grande vulto. Vamos apostar muito no campo das artes plásticas. Temos actualmente três eventos mais populares – Vila Natal, Festival de Chocolate e Mercado Medieval. Depois temos eventos que consideramos que são sobretudo de forte prestígio, como a Semana Santa, o Festival de Ópera e o Festival do Cravo. Vamos lançar novas apostas, através de uma bienal de artes que se cruza com uma bienal de antiguidades, um Festival de Cinema que arranca este ano e a Bienal da Prata, que envolve a indústria da ourivesaria. A Câmara investe três milhões de euros por ano na área cultural, o que equivale a 14 por cento das suas receitas. Estamos a trabalhar para ter uma sala de Teatro e Ópera em Óbidos, que permita dar qualidade àquilo que estamos a fazer a nível cultural e do turismo. Vamos criar incubadoras de artes, para lançar carreiras e fazer nascer projectos de jovens talentos na saída da faculdade. Temos projectos de criar "habitações criativas", com preços preferenciais para artistas. Temos o projecto do Parque Tecnológico, que aposta nas tecnologias de informação e comunicação. Queremos povoar Óbidos de jovens empresários.



Francisco Gomes


 

 



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