 Vista aérea porto de Peniche |
A sardinha portuguesa vai passar a ter a etiqueta azul do "Marine Stewardship Council", o certificado de pescado ambientalmente sustentável, a partir da próxima sexta-feira, quando vai ser apresentado o estudo de 17 meses de diversos organismos, entre eles o IPIMAR.
A sardinha nacional é pescada legalmente por quase centena e meia de embarcações de todo o país.
Para o armador Humberto Jorge, presidente da Associação Nacional de Organizações da Pesca do Cerco a certificação “é uma mais-valia para toda a fileira da pesca e em particular para o sector da indústria conserveira que exporta cerca de 50% da produção”.
“A etiquetagem ecológica é cada vez mais um nicho de mercado importante”, sublinha. Por outro lado, as normas internacionais “caminham para a certificação de todo o pescado”, revelou.
A partir da próxima sexta-feira as 140 embarcações da pesca do cerco vão trazer sardinha ambientalmente certificada como sustentável, mas, segundo o armador, agora “é necessário que toda a fileira que quiser ter o rótulo azul de certificação se sujeite a auditorias para aferir os padrões” das normas ambientais em que trabalha.
Segundo o armador, a certificação “vai também trazer mais informação ao consumidor, quer do produto fresco quer do congelado”.
A sardinha é pescada pela frota do cerco, “uma arte amiga do ambiente por não ser agressiva para outras espécies”, adianta o presidente da ANOP-CERCO.
O estudo que permitiu a certificação vai ser apresentado em Peniche, na próxima sexta-feira, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar.
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