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Paulo Pinto // Edição de 06-02-2010

Lagoa de Óbidos
Esporões de pedra substituem sacos de areia na intervenção de emergência


Início da colocação de pedras

Os técnicos do LNEC, quando chegaram à Praia da Foz do Arelho para acompanharem a colocação de sacos de areia, nem queriam acreditar e perceberam logo que sacos de areia não bastavam para suster a força das marés e muito menos ainda para proteger o emissário submarino da empresa Águas do Oeste. A aberta, que liga a Lagoa ao mar, já "comia" o areal numa altura de cerca de três metros, como se de um pudim apetitoso se tratasse e a escassos metros da Avenida do Mar.

Por isso, foi logo ali delineada a colocação de dois esporões de pedra, numa tentativa de suster a rebentação que se previa forte e, ao mesmo tempo, tentar minimizar a força das águas à saída, com a maré a vazar.

Foi ainda preciso obter luz verde e entendimento entre LNEC e INAG, em negociações para saber quem iria custear a “nova obra imprevista” e decidir onde se iria buscar pedra e que tipo de pedra de modo a conseguir-se uma barreira eficaz.

Depois de tudo decidido lá avançaram as máquinas, de um construtor local contratado para o efeito. Ao final da tarde centenas de pessoas observavam e comentavam as obras no já diminuto areal entre a avenida do mar e a aberta.

Antes, pela manhã, o presidente da Junta de Freguesia da Foz protestava pela colocação de sacos de areia e já tinham sido colocadas bandeiras negras em sinal de protesto pela intervenção tardia do INAG.

Há, porém, uma versão que aponta o alerta dado pelos autarcas das Caldas como sendo “tardio”, levando a que já não bastassem os sacos de areia para salvar o emissário submarino do esgoto de cinco concelhos, cuja manutenção cabe à empresa Águas do Oeste, também ela encarregue pelo INAG de monitorizar o avanço das águas, segundo foi referido por diversas vezes por Orlando Borges, presidente do Instituto da Água.

O certo é que entre o primeiro alerta dos autarcas, em finais de 2008, e esta intervenção de emergência autorizada pelo LNEC e o INAG, com o Ministério do Ambiente pelo meio, passou mais de um ano.

Para além dos dois esporões agora colocados de emergência, estão prometidas dragagens de modo a criar uma nova aberta a meio da Lagoa lá para “Abril ou Maio”.

A aberta da Lagoa aproximou-se da avenida do mar


Populares juntaram-se a comentar os trabalhos

Os populares juntaram-se a ver os trabalhos de colocação dos esporões e a comentar o desaparecimento da praia e a forma de intervenção.



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