 |
Um dos dois suspeitos pertencentes à ETA em fuga da casa que ocupavam em Óbidos foi detido na tarde do passado dia 11 no aeroporto de Lisboa, quando se preparava para viajar no voo TAP 121 com destino a Caracas, Venezuela.
Andoni Zengotitabengoa Fernandéz tinha documentação falsa na altura em que foi detido. Levava consigo um passaporte mexicano, emitido em nome de Ivan Rodriguéz. O comportamento de pouco à-vontade do etarra, que viajava apenas com uma pequena mala de mão, levantou as suspeitas ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) do aeroporto de Lisboa. Não ofereceu resistência e foi detido, ficando em prisão preventiva. Está acusado de terrorismo, de adesão e apoio a actividade terrorista.
O alegado etarra estaria a viver, pelo menos há alguns dias, numa residencial em Lisboa, a poucos metros da sede da Polícia Judiciária, tendo-se deslocado para o aeroporto de autocarro.
Fotos de Andoni Zengotitabengoa tiradas pela câmara de vigilância de um hipermercado nas Caldas da Rainha levaram as autoridades a relacioná-lo com a casa de Óbidos, que terá sido também usada por Oier Gómez Mielgo, que continua em fuga.
Os dois suspeitos, que se pensava terem já fugido de Portugal, abandonaram à pressa a vivenda que arrendaram no Casal da Avarela, em Óbidos, onde foram encontradas centenas de quilos de explosivos.
Ambos tinham pendentes, desde 2006, mandados de captura das autoridades espanholas, tendo Andoni Zengotitabengoa estado quatro meses detido antes de sair em liberdade condicional.
O presumível etarra foi condenado à revelia a uma pena de 13 anos de cadeia pela sua participação em vários actos de violência de rua cometidos em 2000.
O basco, que se recusou a prestar declarações, apenas assumindo a sua identidade, encontra-se no estabelecimento prisional junto à sede da PJ, em Lisboa, onde estiveram também os seus companheiros capturados em Moncorvo. O Tribunal da Relação de Lisboa vai agora analisar o pedido de extradição para Espanha.
As autoridades portuguesas acreditam que Oier Gómez Mielgo ainda se mantém em território nacional e que não irá tentar a fuga de Portugal por via aérea.
Francisco Gomes
|