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Dentes bonitos e saudáveis são hoje em dia o objectivo de todos. Um sorriso branco, com dentes alinhados é para muitos a ideia de perfeição. Mas são várias as situações que podem alterar um sorriso dito perfeito. Uma das mais comuns será uma fractura dentária.
A origem
Os dentes podem fracturar por vários motivos. Um dos mais comuns é um traumatismo, seja ele por queda, por uma pancada, por acidente, por hábitos parafuncionais (abrir caricas, cortar coisas com os dentes ou roer as unhas por exemplo) ou mesmo por um alimento mais duro colocado entre os dentes. Outro caso bastante comum de fracturas dentárias verifica-se em dentes desvitalizados, que ao serem tratados (tratamento endodôntico consiste na remoção da porção nervosa do dente) ficam mais frágeis, e mais susceptíveis a fracturas.
Os tipos de fracturas
As fracturas dentárias podem ser de vários tipos: 1. Fractura interna de esmalte sem perda de tecido dentário; 2. Fractura de esmalte com perda de tecido dentário (normalmente causadas por pequenos traumatismos, alimentos duros, ou pequenas pancadas. Normalmente atingem mais os dentes anteriores); 3. Fractura de esmalte e dentina com perda de ambos os tecidos dentários, podendo acarretar ou não um aumento de sensibilidade dentária, consoante a proximidade com terminações nervosas; 4. Fractura de esmalte, dentina com envolvimento pulpar, na qual há sangramento dentário de origem pulpar, com necessidade de tratamento endodôntico; 5. Fractura total da coroa, com perda de toda a coroa dentária; 6. Fractura corono-radicular, que envolve a coroa e raiz, e que se caracteriza por dor e mobilidade dentária acentuada; 7. Fractura radicular que envolve apenas a raiz do dente.
Soluções para dentes fracturados
As soluções para dentes fracturados são várias, consoante a gravidade da fractura. Em casos de fracturas simples, a situação pode ser resolvida com recurso a restaurações a compósito, de forma a reabilitar a porção fracturada.
Em casos de fracturas de grandes dimensões, ou fracturas complicadas em superfícies mastigatórias (zonas do dente que batem nos outros dentes durante a mastigação) será mais recomendável recorrer a coroas dentárias (tratamento que envolve um pequeno desgaste do dente, que depois será protegido na sua totalidade por uma coroa que faz com que não hajam pontos fracos ou de potencial fractura), que não são mais do que "capacetes" para os dentes e que fazem com que estes não voltem a fracturar, situação esta que acontece vulgarmente se forem reabilitados com simples restaurações a compósito, que, em virtude de se encontrarem em zonas mastigatórias, ou de serem restaurações demasiado extensas, fracturam com facilidade.
Em casos de fracturas com envolvimento pulpar está recomendado o tratamento endodôntico do dente (desvitalização) a realização de um falso coto (pequena peça metálica ou em fibra de vidro colocada dentro do dente para o fortalecer) e posteriormente a reabilitação com uma coroa.
Em casos de fracturas que envolvam a raiz do dente, o único tratamento possível é a extracção dentária, uma vez que com a raiz comprometida não existe qualquer tratamento restaurador possível. Uma vez extraído o dente fracturado, este pode ser reabilitado com recurso a implantes ou pontes fixas, caso o paciente deseje uma reabilitação fixa, ou com recurso a próteses removíveis, caso deseje, como o nome indica, uma reabilitação removível.
Um conselho do seu médico dentista
As fracturas dentárias são, infelizmente, bastante recorrentes, nomeadamente devido a hábitos parafuncionais ou pequenos traumatismos. As pequenas fracturas são de resolução mais simples e menos dispendiosa que uma fractura maior ou mais complexa, no entanto todas têm solução. Não deixe agravar um caso de fractura, pois um dente fracturado, por muito pequena que seja a fractura, tem maior potencial para fracturar ainda mais.
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