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Francisco Gomes // Edição de 26-05-2004

Caldas da Rainha
Exposição do podengo português para salvar raça

O podengo português, considerada a raça canina nacional pela sua popularidade, está sob ameaça de extinção, razão pela qual vai ser realizada nas Caldas da Rainha uma exposição monográfica, para contribuir para a melhoria e implementação da raça e a sua dignificação no seio da canicultura.

Foram registados no Clube Português de Canicultura desde 1984 até final de 2002 um total de 5629 podengos – 2318 pequenos, 2940 médios e apenas 371 grandes. Estima-se que a população actual de grandes seja residual.

A 15ª Exposição Canina Monográfica, a realizar-se dia 29 de Maio, das 10h às 14h, no pavilhão da Expoeste, procura inverter o cenário do diminuto número de cães devidamente registado, necessitando de um considerável esforço de alguns criadores para manter a sua pureza e para preservar a espécie das diversas ameaças de extinção que vem sofrendo.

O certame, anualmente organizado desde 1990 pelo Clube Português do Podengo (CPP), tem como objectivo orientar os criadores de podengos na melhoria das suas linhas, dando indicações para a criação e selecção.

Trata-se do mais importante evento nacional de promoção desta raça canina, que contará com mais de uma centena dos melhores podengos. São convidados alguns dos mais conceituados juízes especialistas, de forma a eleger os melhores exemplares da raça, nomeadamente pelas suas características físicas e de temperamento.

O podengo português tem dois tipos de pelo – liso e cerdoso, e três tamanhos – pequeno, médio e grande, num total de seis variedades. A exposição é uma das raras ocasiões para ver todas as seis variedades desta raça canina tipicamente portuguesa.

A origem do podengo português está ligada às primeiras raças de cães conhecidas no mundo, nomeadamente as do tipo “faraónico”, sendo classificado como cão do tipo primitivo na Federação Cinológica Internacional.

Crê-se que a sua entrada em Portugal tenha ocorrido 700 anos a.C., ou mesmo antes, oriundo da região do Médio Oriente e Norte de África, mantendo ainda hoje as suas principais características.

É um cão de caça, embora actualmente seja bastante apreciado como companhia, nomeadamente na sua variedade pequeno.

É resistente, vivo, livre de manipulação genética e muito saudável, embora pouco valorizado pela população portuguesa, que continua a preferir adquirir raças estrangeiras.

O podengo português grande é a variedade mais ameaçada de extinção. O podengo grande tem de altura 55-70 cm, o médio mede 39-56 cm e o pequeno tem entre 20-30 cm.

O podengo – cão coelheiro – tem a sua primeira referência escrita em 1199 no reinado de D. Sancho I. Desde essa altura são várias as referências em registos históricos, sendo este tipo de cão também utilizado nas matilhas reais e da nobreza, para além da sua vertente popular.

O podengo pequeno persegue os coelhos dentro das tocas, em fendas ou em mato cerrado, sendo enviado aos buracos de coelho para soltar a caça que o podengo médio perseguirá cá fora. O podengo grande é usado na caça grossa, nomeadamente ao javali.



Francisco Gomes

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