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Pedro Antunes // Edição de 12-03-2005

Reabertas desde terça-feira
Termas das Caldas serão primeiras com certificação

Quando estiver concluído o processo de certificação dos tratamentos termais, iniciado em Janeiro, o Hospital Termal das Caldas da Rainha será o primeiro do país a obter esta distinção. Mas primeiro, as normas para a certificação terão que ser

definidas de raiz para este sector por uma empresa especializada.

A certificação é um instrumento que permite-nos demonstrar, de uma forma imparcial e credível a qualidade do nosso produto”, salienta Vasco Trancoso, director do Centro Hospitalar.

Com o reforço da imagem de qualidade das termas, Vasco Trancoso acredita que estas se tornem mais competitivas a nível nacional. O processo irá ainda beneficiar a criação de uma nova unidade termal “como se preconiza e todos defendemos”.

O Hospital Termal reabriu na passada terça-feira depois de um período de sete meses em que esteve encerrado devido ao aparecimento da bactéria da legionella.

As obras da segunda fase foram concluídas no início de Fevereiro e no dia 22 foi feita uma última vistoria às instalações, na sequência da qual foi determinado pelo delegado de saúde, Jorge Nunes, o levantamento da suspensão do funcionamento das actividades termais.

A parte terminal das aduções é toda em inox, o que permite a desinfecção com choque térmico através de vapor de água a 120 graus. Foram instaladas válvulas de corte entre o sector de adução e o furo que separam a parte que ainda não está em inox, permitindo uma segurança maior. Para além disso, colocaram filtros bacteriológicos entre secções que podem ser accionados no caso de haver uma contaminação num sector, impedindo que esta se espalhe. “Isto permite que caso um sector seja contaminado possa ser isolado e evitar que o Hospital Termal encerre no seu todo”, explicou o responsável.

As obras custaram 166 mil euros, para o qual o Centro Hospitalar pediu uma verba extraordinária ao Ministério da Saúde.

Vasco Trancoso destaca que cada vez mais haverá a possibilidade de aparecerem contaminações porque há uma maior vigilância, para além dos períodos de grande calor no Verão. “Este Verão houve muitas dezenas de instituições do país, muitas delas termais, com legionella”, disse.

Foram as obras realizadas durante este período que também permitiram garantir a qualidade necessária para uma certificação. “Este é mais um passo nas reformas que temos vindo a executar desde 1999 no Hospital Termal. Temos vindo a actuar passo a passo, muitas vezes com algumas dificuldades, mas persistentemente e empenhadamente”.

O responsável salientou ainda que normalmente as outras estâncias termais encerram no Inverno e aproveitam para fazer obras de manutenção, enquanto das das Caldas estão (ou deviam estar) abertas todo o ano. Por isso, desdramatiza o facto do hospital ter estado em alguns períodos encerrado.

Está previsto uma outra intervenção, com a substituição da canalização entre os furos de captação e o Hospital, também para inox. O projecto está em fase de estudo prévio e prevê a instalação de três grandes depósitos na Mata. Tais obras, contudo, não obrigarão ao encerramento das termas.

Vasco Trancoso sublinha o empenho dos seus colaboradores na resolução dos problemas que têm acontecido. “Há uma equipa que tem elementos com um grande conhecimento de estâncias termais. Nunca se soube tanto sobre esta matéria como hoje”, salientou.

Ao longo destes anos têm sido realizados uma série de estudos que permitiram conhecer melhor o aquífero das Caldas da Rainha e o estado de conservação do edifício do Hospital Termal. Em Maio deverá ter início a elaboração de um estudo para a datação da água termal e definir “pela primeira vez, rigorosamente, todo o aquífero das Caldas da Rainha, as suas potencialidades e fragilidades”.

O Centro Hospitalar continua à espera de uma verba da Administração Regional de Saúde do Centro para a requalificação do rés-do-chão que tem estado encerrado desde o aparecimento da pseudomona. Há alguma expectativa com a tomada de posse do novo governo, não só por causa destas obras, mas também para o relançamento do termalismo nas Caldas com uma nova estância e a requalificação do Hospital. “Vamos mais uma vez sensibilizar a tutela para a importância do termalismo não só em questões de saúde ou de património, mas também para a economia da região”, conclui.

Hospital Termal das Caldas da Rainha

Indicações Terapêuticas: artroses, reumatismos inflamatórios, gota, doenças musculo-esqueléticas e sequelas pós-traumáticas, sinusites, rinites crónicas, hipertróficas e atróficas, laringite crónica, bronquite crónica e asma brônquica.

Tratamentos termais: banho de imersão simples e bolha de ar, duche maniluvio, duche pediluvio, duche vichy, aerossóis e sónicos, nebulização individual e em grupo (inalações), inalação na piscina, irrigações nasais e gargarejos.

Meios complementares de tratamento: fisioterapia, electroterapia, fototerapia, termoterapia, cinesiterapia e mecanoterapia.

Serviço de Atendimento Personalizado: 262 830 790




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