sexta-feira
03-09-2010

167 leitores on-line

 
 
 
 
 
 


Acha que a região Oeste continua segura?

Sim
Não
Talvez



Ver resultados

Francisco Gomes // Edição de 05-06-2005

Nazaré
Exposição “Verde Gaio” no Centro Cultural

O papel iconográfico da Nazaré na obra da companhia de bailado “Verde Gaio”, que marcou o panorama cultural português na década de 40, vai ser o tema central da exposição “Verde Gaio”, que se realiza no Centro Cultural da Nazaré, de 4 de Junho a 3 de Julho.

Nesta mostra estarão patentes figurinos do guarda-roupa usado pela companhia, desenhados em guache sobre cartão, a maioria dos quais da autoria do grande desenhador teatral José Barbosa; maquetes de cenário e manequins com alguns dos trajos usados pelos bailarinos.

O Grupo de Bailados Portugueses “Verde Gaio” surgiu no início da década de 40, concretizando um antigo sonho do então director do Secretariado de Propaganda Nacional, António Ferro, inspirado nos “ballets russes”. A estreia da companhia, no Teatro da Trindade, fez parte do programa da dupla comemoração dos Centenários da Fundação de Portugal e da Restauração da Independência.

Ao longo de toda essa década, os bailados da companhia procuram recriar as danças populares, os trajes tradicionais e os costumes nacionais. Para o “Verde Gaio” trabalharam grandes nomes do panorama artístico e cultural da época, como Mily Possoz, Paulo Ferreira, Maria Keil, o já referido José Barbosa, e Thomaz de Melo (Tom). Do corpo de bailado, o par principal era constituído por Francis Graça, grande bailarino e coreógrafo, e pela alemã Ruth Walden.

A Nazaré, com o seu mar, as suas gentes e as suas dores, foi representada em dois bailados: “Imagens da Terra e do Mar”, apresentado em 1943, no Teatro Nacional de S. Carlos, com argumento de António Ferro, coreografia de Francis, música de Frederico de Freitas e cenário de Carlos Botelho, figurinos e cortinas de Paulo Ferreira; e “Nazaré”, apresentado em 1948, no Teatro Nacional de S. Carlos, com argumento e coreografia de Francis, música de Frederico de Freitas e cenários e figurinos de José Barbosa.

Este bailado foi um dos bailados mais conseguidos de Francis, e também um dos últimos criados pelo “Verde Gaio”.

Em 1949, os bailados “Imagens da Terra e do Mar” e “Nazaré” foram apresentados em Paris, no Théâtre dês Champs-Élysées, com grande sucesso.

A exposição “Nazaré e a Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio (1940-1950)” é uma organização do Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso e da Câmara Municipal da Nazaré, com a colaboração do Museu Nacional do Teatro, a quem pertence, actualmente, o espólio da companhia de bailado.


  1 comentário(s) a esta notícia.  [mostrar/esconder comentários]

 

 



1ª Página | Fórum | Links | Classificados | Publicidade | Ficha Técnica e Contactos

© 2000-2010 Jornal Oeste Online Registo de título: 124603 Edição: Associação Oeste

Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer
tipo de suporte, sem prévia permissão do Jornal Oeste Online ou, quando aplicável, do autor dos artigos.